Na manhã desta quinta-feira (21), Bernd Reichart, CEO da A22 Sports Management, empresa europeia especializada no desenvolvimento comercial do esporte, conduziu uma apresentação detalhada sobre a estrutura da Superliga Europeia. Ele explicou que a competição masculina contará com três ligas, envolvendo 64 clubes, enquanto a versão feminina terá duas ligas, compreendendo 32 clubes. Esses torneios estão destinados a substituir as edições da Uefa Champions League, conforme destacado por Reichart.
A Superliga masculina seria estruturada em duas ligas, nomeadamente a "Star League" e a "Gold League", ambas constituídas por 16 clubes cada. Além disso, uma terceira divisão denominada "Liga Azul" seria composta por 32 clubes, conforme anunciado pela A22. O sistema contemplaria a promoção e o rebaixamento entre essas ligas, sendo o acesso à Liga Azul determinado pelo desempenho nas ligas nacionais.

Os clubes participariam em grupos de oito, enfrentando-se em partidas de ida e volta, totalizando um mínimo de 14 jogos por ano, realizados durante a semana. Ao término de cada temporada, uma fase eliminatória envolvendo oito clubes determinaria os campeões de cada liga.
Quanto à Superliga feminina, seriam estabelecidas duas ligas, a "Estrela" e a "Ouro", ambas compostas por 16 clubes, que disputariam seus jogos em grupos de oito, seguindo um formato semelhante.
A A22 também assegurou que a receita seria garantida nos primeiros três anos, e os 'pagamentos de solidariedade' constituiriam 8% da receita da Superliga, com um valor mínimo estabelecido em 400 milhões de euros (R$ 2,1 bilhões). O grupo afirmou que essa proposta resultou de um "amplo diálogo" realizado ao longo dos últimos dois anos, envolvendo torcedores, jogadores, clubes e ligas.
Bernd Reichart afirmou: “Continuaremos a colaborar com clubes, ligas e outras partes, sem receio de possíveis sanções, com o intuito de criar as melhores competições europeias de futebol”. Ele reiterou o compromisso com as ligas nacionais e a estrutura piramidal do futebol, destacando que, pela primeira vez desde 1955, as competições europeias poderiam ser gerenciadas pelos próprios clubes participantes.
Num veredicto há muito aguardado, o Tribunal de Justiça Europeu determinou que a UEFA "abusou de uma posição dominante" ao proibir a Superliga, concluindo que suas regras de aprovação prévia não eram "transparentes, objetivas, não discriminatórias e proporcionais".
Entretanto, o tribunal esclareceu que sua decisão "não implica necessariamente que uma competição como o projeto da Superliga deva ser aprovada". A UEFA argumentou que, desde a tentativa de lançamento em 2021, atualizou suas regras para estar em conformidade com a legislação da União Europeia.
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